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Espetáculo teatral 'Cabaré Chinelo' está em cartaz em Manaus

Peça, que retrata uma fase do período da Belle Époque na capital , é apresentada às terça e quartas do mês de novembro, no Teatro Gebes Medeiros, Centro.

Espetáculo teatral 'Cabaré Chinelo' está em cartaz em Manaus
Foto: Hamyle Nobre/Divulgação
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O espetáculo teatral "Cabaré Chinelo" está em cartaz no Teatro Gebes Medeiros, Centro de Manaus, neste mês de novembro. A montagem, que leva a assinatura da companhia Ateliê 23, é apresentada às terças e quartas, às 20h.

De acordo com a companhia de teatro, a peça é inspirada na pesquisa de Narciso Freitas e em parceria com a companhia de teatro argentina García Sathicq.

Com classificação para 18 anos de idade, a temporada chega à terceira semana de apresentação.

Espetáculo Cabaré Chinelo — Foto: Hamyle Nobre

Espetáculo Cabaré Chinelo — Foto: Hamyle Nobre

 

Sinopse

 

Numa imersão na Belle Époque manauara entre 1900 e 1920, o "Cabaré Chinelo" conta a história de Mulata, Balbina, Antonieta, Soulanger, Felícia, Laura, Joana, Luiza, Enedina, Sarah, Maria e Gaivota. O espetáculo de teatro musicado traz, 100 anos depois, uma denúncia sobre mulheres prostituídas em um grande esquema de tráfico internacional e sexual no início do século XX, na capital do Amazonas.

"A Laura Barata Branca foi uma prostituta, provavelmente polaca, que vivia na Rua Barroso, onde chegou a ser secretária. Os materiais a descrevem como uma mulher cheia de regalias, como em parte alguma se via. E por ter tantas regalias, era presunçosa, a ponto de desrespeitar famílias e afrontar a sociedade", descreve a atriz Fernanda Seixas, que interpreta Laura.

"Ela ficava na porta da pensão chamando os homens que ali passavam e, se recusada, xingava com os mais baixos insultos, chamando a atenção de quem passasse e os deixando constrangidos", completou.

Para compor a personagem, Fernanda usou a seu favor ferramentas como plataformas na internet, onde foi possível achar inúmeros relatos de mulheres que foram traficadas e conseguiram fugir e também de mulheres que trabalham com a prostituição.

"Fiz laboratório indo até o lugares no Centro para observar de perto o que essas mulheres vivem até hoje. Os corpos, apesar de dançantes, não ocultam as expressões de cansaço estampadas em seus rostos", comentou a artista.

Já Soulanger, vivida pela atriz Júlia Kahane, foi uma prostituta traficada da França para o alto meretrício em Manaus, que circulava pela Rua Epaminondas.

"A informação que temos sobre ela é baseada em matérias de jornais, principalmente do jornal "O Chicote". Em uma dessas matérias, surgiu a nota de que Soulanger ia declarar guerra ao "Chicote" porque ela nunca aparecia no jornal", disse a artista.

A atriz destacou que o caminho de criação foi longo até encontrar quem seria a Soulanger além do que era apresentado. Um dos pilares da personagem é a relação com a bebida, o que era muito comum entre as meretrizes da época: beber muito e usar drogas para esconder a dor da realidade delas. Segundo a atriz, o processo se transforma a cada espetáculo e toda apresentação é uma surpresa.

"Soulanger 'aceitou' a realidade dela e decidiu ser a melhor que ela poderia ser dentro daquele lugar, muito por isso ela é a espalhafatosa, que quer chamar atenção, é a showgirl do Cabaré Chinelo. Ela se humilha pra conseguir o que ela quer, existe uma decadência nela", explicou Júlia Kahane.

"É triste sentir que ela pode ser mais do que isso, mas se limita ao "tentar chamar atenção", que acaba sendo forçado. Essa dor da Soulanger eu procuro trabalhar entre cenas, nas microações e, particularmente, são meus momentos favoritos. Soulanger agora tem uma voz que pode ser escutada", afirmou.

 

Equipe

 

Taciano Soares assina a direção geral de “Cabaré Chinelo”, com a diretora e dramaturga argentina Jazmín García Sathicq na co-direção, e divide a dramaturgia com Eric Lima, que é responsável ainda pela direção musical e coreografia.

No elenco estão Allícia Castro, Ana Oliveira, Carol Santa Ana, Daniely Peinado, Daphne Pompeu, Eric Lima, Fernanda Seixas, Julia Kahane, Sarah Margarido, Sofia Sahakian, Taciano Soares, Thayná Liartes, Vanja Poty e Vívian Oliveira.

A banda e arranjos contam com Cakito, Stivisson Menezes e Yago Reis, a assistência musical com Guilherme Bonates e Sarah Margarido, preparação vocal com Krishna Pennutt e provocação corporal com Viviane Palandi.

A produção do Ateliê 23 tem a assistência de direção de Carol Santa Ana e Eric Lima, figurino de Melissa Maia, cenografia de Juca di Souza, iluminação de Tabbatha Melo, pesquisa histórica de Narciso Freitas, apoio técnico de Titto Silva e Kelly Vanessa, assessoria de comunicação de Manuella Barros e fotografia e vídeo de Hamyle Nobre.

O espetáculo conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), além da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Fondo de Ayudas para las Artes Escénicas Iberoamericanas – IBERESCENA.

 

Ingressos

 

Os ingressos antecipados estão à venda por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), pelo Sympla (sympla.com.br). Nos dias de apresentação, os bilhetes são vendidos a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) na entrada.

O Teatro Gebes Medeiros fica na Avenida Eduardo Ribeiro, 937, Centro de Manaus.

FONTE/CRÉDITOS: G1 AM
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