O Carnaval já passou, mas milhões de brasileiros ainda devem ir às ruas neste fim de semana para os bloquinhos que fecham a temporada de festa. Com um caso confirmado de covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus SARS-CoV2) no Brasil, aumenta a preocupação em relação à disseminação da infecção.

Em São Paulo, por exemplo, o fim de semana será com grandes blocos, como de Anitta, Daniela Mercury e Preta Gil.

No entanto, autoridades de saúde reforçam que não há motivo para pânico, já que o único caso brasileiro foi importado da Itália. Não há livre circulação do coronavírus no Brasil.

 

"A nossa preocupação sempre foi as pessoas saírem do Brasil. Aqui as pessoas estão dentro de um bioma em equilíbrio, já existem a comunicação e o volume de anticorpos próprios do nosso ecossistema. Essa pessoa foi para a Itália, totalmente fora da faixa etária de Carnaval, um homem de 60 anos, volta, faz o seu quadro infeccioso...", afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta semana.

Em São Paulo (estado que teve o primeiro caso de covid-19), o coordenador do centro de contingência criado para monitorar o coronavírus, o infectologista David Uip, voltou a ressaltar nesta sexta-feira (28) que não há necessidade de medidas restritivas. 

"Não adianta parar o estado, parar a cidade, por conta do que nós temos hoje. Nós temos hoje um caso de coronavírus e temos milhares de casos de influenza, milhares de casos de dengue. Então, cada coisa ao seu momento."

A principal recomendação de especialistas ouvidos pelo R7 é para que apenas pessoas que estejam doentes, com sintomas gripais, como tosse, espirro e coriza, evitem sair de casa. Isso inclui bloco de Carnaval, cinema, shopping e outros lugares.

A higiene é apontada como a melhor forma de prevenção. Lavar as mãos por 20 segundos com água e sabão ou, na falta, utilizar álcool gel é uma das maneiras mais eficazes de evitar a contaminação por vírus e bactérias.